Bandolins pelo Mundo – Parte 3: Estados Unidos

O bandolim entrou na cultura Americana através das vagas de imigração europeia em inícios do século XIX, num período de grande interesse por tudo aquilo que era exótico e estrangeiro. Por volta de 1850, o bandolim estava em voga e partilhava a popularidade com cítaras, ukuleles (um descendente da braguinha) e outras novidades que entretinham a classe média americana. O bandolim foi inclusivamente um dos primeiros instrumentos a ser gravado nos cilindros de Edison.

Esquerda: Steinway Mandolin Orchestra c.1900 (www.harpguitars.net), Direita: Instrumentos Gibson pré-1920 (www.minermusic.com/cc/jesu.htm)

Com um aumento da imigração Italiana na década de 1880, o bandolim napolitano espalhou-se ainda mais por todos os Estados Unidos. No virar do século eram já muitas as orquestras de bandolins e estas começavam a formar escolas. Neste período o bandolim era o instrumento mais popular na cultura americana.
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Projecto 2008 – A Dinamização Cultural Bandolinística na RAM

Ao apresentar o projecto “A Dinamização Cultural Bandolinística na RAM”, a Associação de Bandolins da Madeira tem como objectivo geral reforçar um conjunto de princípios e de valores morais e culturais que estiveram na sua origem e que por sua vez estão no desenvolvimento da cultura musical bandolinística.

“Grande Orquestra” formada pela Orchestra Mandolinistica Romana, Orchestra di Brescia e Toulouse Orchestra no Teatro Dell’Opera Di Roma a 09.11.2001 (amromana.it)

O conjunto de factores interligados na actual realidade musical na RAM, faz com que este projecto se insira numa proposta estratégica de combinação e de consolidação entre todos os actores envolvidos. Assim, no intuito de desenvolver e criar uma dinamização cultural bandolinística em toda a RAM, os objectivos da Associação de Bandolins da Madeira passam por quatro grandes áreas:

Área Institucional
– Propor a inserção do curso de Bandolim no curriculum do Conservatório de Música da Madeira.
– Apresentar projectos de acção de promoção que usa a comunicação do marketing, em espaços editoriais televisivos, imprensa, e outros, de forma a reforçar as mensagens da Associação de Bandolins da Madeira (Merchandising);
– Criar uma biblioteca com conteúdos musicais para uso dos grupos associados (livros, partituras, CDs, DVDs, etc.);

Área de Formação
– Realizar cursos de formação de âmbito técnico e pedagógico para monitores e professores de música na disciplina do Bandolim;
– Realizar cursos de aperfeiçoamento para directores artísticos e regentes de grupos;
– Área de Estudo e Investigação
– Aquisição de repertório e sua cedência a todos os grupos instrumentais, bem como livre troca de partituras entre os vários grupos;
– Incentivo aos novos compositores para a composição musical para este género de agrupamento musical;

Área de Promoção e Intercâmbio Musical
– Realização de uma Master Class com o Quinteto Giuseppe Aneda com a finalidade de criar uma “Grande Orquestra” de Bandolins na RAM;
– Promoção e realização do Encontro Regional de Tunas e Orquestras de Bandolins da Madeira;

Uma vez que os pontos mencionados acima representam um valor acima do alcance da instituição, a justificação desta necessidade financeira vem acima de tudo num claro contributo que este projecto poderá significar para os actores envolvidos no panorama musical bandolinístico na RAM, tanto a nível material como a nível de recursos humanos.

Constituindo o grupo de trabalho a implementar o projecto como dinâmico, jovem, responsável e com intenção de inovar o panorama bandolinístico na RAM, como foi possível constatar no XXII Encontro Regional de Tunas e Orquestras de Bandolins da Madeira realizado em Outubro de 2007 na Ponta de Sol, o projecto terá como representante o presidente da direcção da Associação de Bandolins da Madeira, Rodolfo Cró.

Com este projecto espera-se ter um impacto positivo em primeiro lugar nos actores envolventes no Bandolim na RAM, bem como ser um claro contributo na dinamização cultural na Madeira, com o prospero de se tornar numa pérola no atlântico no que concerne ao Bandolim.

A Direcção da ABM

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Bandolins pelo Mundo – Parte 2: Itália 1800-Hoje

No final do século XVIII os construtores Vinaccia, Fabbricatore e Filano introduziram as primeiras alterações no bandolim e, no início do século XIX, Pasquale Vinaccia utilizou pela primeira vez cordas metal. Estas cordas, juntamente com melhoramentos na cravelhas metálicas permitiram a obtenção de uma afinação perfeita e possibilitaram o desenvolvimento da técnica do tremolo. No final do século XIX o instrumento estava presente em quase todas as famílias, mas no entanto, devido à popularidade da canção napolitana, o bandolim tinha sido relegado para a condição de instrumento popular.

Calace e bandolim napolitano

Esquerda: Bandolim Calace Classico A (2005), Centro: Bandolim Calace n.13 (1977), Direita: Familia Calace Sr. (Nicola, Raffaele, Antonio e Maria) (fonte: calace.it)

Depois da expansão na popularidade dos bandolins no início do século XIX, foi sobretudo Raffaele Calace (1863-1934, por muitos considerado o pai do bandolim moderno) quem influenciou os bandolins com a introdução do primeiro Mandolino Classico da Concerto (que podia ter uma escala com até 29 trastos) que se tornou no instrumento por excelência das academias de música e dos executantes em geral. (mais…)

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As minhas simples homenagens musicais

Prezados leitores: A propósito das músicas que apresento, desejo clarificar-vos que é com a maior humildade que as mostro e o auto-conhecimento de que não são trabalhos perfeitamente adaptados, uma vez que as músicas foram compostas para serem cantadas em outros idiomas diferentes do português, pelo que é difícil e nunca resultam adaptações perfeitas. Penso que elas podem originar algum interesse para alguém, mas, o essencial é que para mim servem-me como lembranças de amor pelas músicas, agrado pelos seus ritmos e em particular as canções “Lied” da autoria de um compositor de minha grande predilecção – Ludwig van BEETHOVEN.

As minhas simples homenagens musicais

Enfim, este meu humilde trabalho, por mais simples e imperfeito que seja, deixo-vos como registo e por amor à MÚSICA – essa Voz Sonora de DEUS.

Desejando-vos as maiores venturas espirituais, fraternalmente, sou,

GUILHERME DE ABREU CORREIA

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