Investigação

A Família do Bandolim

O Bandolim é um instrumento de que descende do Alaúde. Surgiu no séc. XVII como uma versão mais pequena da Mandora renascentista e utilizava com 6 cordas duplas feitas de tripa. No séc. XVIII evoluiu para o Bandolim Napolitano, mudando a forma e o número de cordas. Nos sécs. XIX e XX apareceram novos estilos (na construção e na aparência) e outros instrumentos semelhantes.

Vários estilos de Bandolim: Alemão, Napolitano, Português, Gibson A e Gibson F

O Bandolim actual utiliza 4 cordas duplas com a afinação igual à do Violino (g-d’-a’-e”). A relação com a família do Violino é bastante evidente e, geralmente, pode tocar as mesmas composições. Tem uma escala com cerca de 35-37 cm. É tocado com uma palheta, tradicionalmente feita a partir da carapaça de tartaruga (agora ilegal), e é utilizada a técnica do trémolo para tocar notas sustentadas. (mais…)

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As Tunas de Bandolins de Santo António do Funchal

Logo que se começa a definir a cultura como “a maneira de viver em conjunto” e que o desenvolvimento é apercebido como um processo libertador que deve permitir a cada um satisfazer as suas justas aspirações, é evidente que a cultura é muito mais que um aspecto, entre outros, do desenvolvimento.

Sociedade Recreativa Musical do Laranjal, 1938, Photographia – Museu Vicentes

Apresentado esta pequena nota em torno de um passado/presente das tunas de bandolins na freguesia de Santo António do Funchal, verifico que em tempos, o nível de vida da população desta freguesia era representativo de uma luta diária à sobrevivência, onde os menos endinheirados viam o seu reconforto e a sua realização pessoal nas tunas de bandolins.
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Bandolins pelo Mundo – Parte 3: Estados Unidos

O bandolim entrou na cultura Americana através das vagas de imigração europeia em inícios do século XIX, num período de grande interesse por tudo aquilo que era exótico e estrangeiro. Por volta de 1850, o bandolim estava em voga e partilhava a popularidade com cítaras, ukuleles (um descendente da braguinha) e outras novidades que entretinham a classe média americana. O bandolim foi inclusivamente um dos primeiros instrumentos a ser gravado nos cilindros de Edison.

Esquerda: Steinway Mandolin Orchestra c.1900 (www.harpguitars.net), Direita: Instrumentos Gibson pré-1920 (www.minermusic.com/cc/jesu.htm)

Com um aumento da imigração Italiana na década de 1880, o bandolim napolitano espalhou-se ainda mais por todos os Estados Unidos. No virar do século eram já muitas as orquestras de bandolins e estas começavam a formar escolas. Neste período o bandolim era o instrumento mais popular na cultura americana.
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Bandolins pelo Mundo – Parte 2: Itália 1800-Hoje

No final do século XVIII os construtores Vinaccia, Fabbricatore e Filano introduziram as primeiras alterações no bandolim e, no início do século XIX, Pasquale Vinaccia utilizou pela primeira vez cordas metal. Estas cordas, juntamente com melhoramentos na cravelhas metálicas permitiram a obtenção de uma afinação perfeita e possibilitaram o desenvolvimento da técnica do tremolo. No final do século XIX o instrumento estava presente em quase todas as famílias, mas no entanto, devido à popularidade da canção napolitana, o bandolim tinha sido relegado para a condição de instrumento popular.

Calace e bandolim napolitano

Esquerda: Bandolim Calace Classico A (2005), Centro: Bandolim Calace n.13 (1977), Direita: Familia Calace Sr. (Nicola, Raffaele, Antonio e Maria) (fonte: calace.it)

Depois da expansão na popularidade dos bandolins no início do século XIX, foi sobretudo Raffaele Calace (1863-1934, por muitos considerado o pai do bandolim moderno) quem influenciou os bandolins com a introdução do primeiro Mandolino Classico da Concerto (que podia ter uma escala com até 29 trastos) que se tornou no instrumento por excelência das academias de música e dos executantes em geral. (mais…)

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