Discurso do encerramento do XXV Encontro-Festival Regional de Tunas e Orquestras de Bandolins da Madeira

Discurso do encerramento do XXV Encontro-Festival Regional de Tunas e Orquestras de Bandolins da Madeira


Excelentíssimas Senhoras e Senhores:

Em primeiro lugar, como Presidente da Direcção da Associação de Bandolins da Madeira, venho agradecer, todo o apoio de sempre, da Direcção Regional dos Assuntos Culturais, e a colaboração da Câmara Municipal de Santa Cruz para este evento.

[Tunas da CP da Ponta do Sol e da ACR do Porto Moniz]

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O primeiro Encontro Regional de Tunas e Orquestras de Bandolins da Madeira, realizou-se na freguesia da Camacha, por iniciativa da Tuna de Bandolins da Casa do Povo da Camacha, dirigida pelo senhor Dr. José Alberto Gonçalves, actual Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, e este ocorreu no mesmo concelho, agora “Município da Cultura 2010”. Todos os Encontros passaram pelos onze municípios da Região Autónoma da Madeira, tendo sido um evento anual sempre apoiado e acarinhado pela Direcção Regional dos Assuntos Culturais e por todos os Municípios por onde passou. Ao fim de 25 (vinte e cinco) anos, observamos uma grande evolução técnica e artística, e algumas Tunas evoluíram para pequenas Orquestras e Ensembles, fruto do esforço que tem sido feito por parte dos directores artísticos, e o árduo trabalho para a constante renovação anual dos Agrupamentos, devido à saída de elementos para fora da Região, por motivos de estudo e trabalho.

[Orquestra de Bandolins da Madeira]

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Não posso deixar de dizer que, seja quem for o Presidente que no futuro, dirija a Associação de Bandolins da Madeira, esta tem uma importante função a cumprir, que é a de ajudar a preparar técnica e artisticamente, reunir sempre e auxiliar em todos os aspectos, os músicos interessados das zonas urbanas e rurais da Madeira, com o simultâneo apoio dos poderes públicos, porquanto, a nossa Região não é somente o concelho Funchal. Tenho de enaltecer todo esse árduo trabalho dos directores executivos, artísticos e monitores, que gratuitamente sem nada receber em troca, nenhum dinheiro, a não ser a alegria do amor à Arte da Música, têm dedicado o seu esforço à manutenção e evolução dos Agrupamentos de Bandolins e à contínua renovação dos seus elementos.

[Tuna Infanto-juvenil Ribeirabravense]

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Tenho observado que, as instituições públicas e as governamentais, ao decorrer dos anos, têm investido e muito bem, na formação técnica e artística dos jovens da nossa Região, mas, como grande parte destes jovens por diversos motivos saem dos Agrupamentos, torna-se necessário e urgente, chamar de regresso, os músicos que na Região abandonaram-nos, dando a devida atenção àqueles que como adultos de todas as idades, têm disponibilidade de tempo e amor à Música; e, neste trabalho, está a gigantesca função da Associação de Bandolins da Madeira, em reunir todos os músicos da Região em Estágios anuais, nem que tenha de contratar em Itália um professor para efectuá-los, se não os houver na Ilha da Madeira. Caso contrário, nesta era da Internet, corremos risco de a curto prazo perdermos a maioria dos Agrupamentos de Bandolins. E que não aconteça, aliciarem a vir para o Funchal os melhores músicos das zonas rurais, empobrecendo os seus Agrupamentos de origem.

[TUMa – Tuna Universitária da Madeira]

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Por uma questão de mudança dos tempos e de um maior aprimoramento na evolução técnica e artística, este XXV Encontro-Festival de futuro será transformado num anual “Festival de Bandolins da Madeira”, aberto à participação de Agrupamentos de fora da nossa Região, quer sejam de Portugal ou do Estrangeiro. Ainda, anotamos a necessidade de um primeiro Estágio (ou similar) anual de “alto nível” da Orquestra de Palheta da Associação de Bandolins da Madeira com concerto final e de um outro segundo Estágio (ou similar) anual de nível mediano, destinado aos músicos menos preparados.

É com a maior alegria que a Associação de Bandolins da Madeira, trabalha gratuitamente, para o desenvolvimento e o júbilo de todos os instrumentistas do Bandolim em especial, das Guitarras e de todos os instrumentos musicais que compõem os Agrupamentos, Tunas e Orquestras de Bandolins da Madeira, e consequentemente, de toda a Região Autónoma da Madeira.

[Ensemble de Bandolins da ACG Flores de Maio]

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E ainda, observo um enorme equívoco que devo assinalar, e que é a concepção e a visão erróneas, e a falta de entendimento do verdadeiro sentido da planetarização que se aproxima como realidade imparável e definitiva, a respeito da Música e da Cultura, como observo na maioria dos homens materialistas a fazerem afirmações, como se a Música e a Cultura fossem objecto de puro negócio ganancioso e competição comercial, o que na realidade vai deixar de sê-lo futuramente na Terra, porque a verdade é precisamente o contrário, porquanto Música e Cultura, é um direito dos povos para a sua evolução e felicidade e consequente confraternização, que merecerá a melhor atenção de todos os dirigentes do mundo, e marcará o seu maior nível civilizacional e de confraternização planetária entre os povos, livre dos empecilhos proibitivos de direitos autorais das gananciosas empresas multinacionais.

[Orquestra de Palheta da ABM]

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Com toda a certeza, fundamentado em sabedoria, eu afirmo que a Música no futuro, além de terapêutica musical, destinar-se-á exclusivamente à saudável alegria colectiva de todos os povos e será motivo de melhoramento da consciência das populações, porque a música age no corpo físico, emocional, espiritual e no mental.

Desejo as maiores felicidades para sempre, a todas as pessoas e instituições aqui presentes. Tenho dito.

Santa Cruz “Município da Cultura 2010”, 26/Setembro/2010

GUILHERME DE ABREU CORREIA

O Presidente da Associação de Bandolins da Madeira

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